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O que a neurociência revela sobre aprender inglês depois dos 30 anos?

Gustavo Braz
Por Gustavo,
CEO e Fundador da Asset School e criador do método de ensino Asset.
Publicado em 06 de janeiro de 2020

Muitas pessoas acreditam que aprender inglês na vida adulta é mais difícil. Algumas chegam a pensar que existe uma idade ideal para desenvolver um novo idioma e que, depois de certa fase da vida, a fluência se torna praticamente impossível.

A boa notícia é que a neurociência tem mostrado exatamente o contrário.

Embora crianças e adultos aprendam de maneiras diferentes, o cérebro continua capaz de criar novas conexões neurais ao longo de toda a vida. Isso significa que aprender inglês depois dos 30, 40 ou até 60 anos é totalmente possível quando o processo utiliza estratégias adequadas.

Por isso, entender como o cérebro aprende pode ajudar você a acelerar sua evolução e evitar erros comuns que atrapalham o desenvolvimento do idioma.

O cérebro adulto continua aprendendo

Durante muito tempo, acreditava-se que o cérebro se tornava praticamente imutável após determinada idade. Hoje sabemos que isso não é verdade.

A neurociência utiliza o conceito de neuroplasticidade para explicar a capacidade do cérebro de reorganizar conexões neurais e adquirir novas habilidades ao longo da vida.

Segundo o neurocientista brasileiro Roberto Lent, o cérebro permanece em constante adaptação, criando novas conexões a partir de experiências, estímulos e aprendizado.

Em outras palavras, o cérebro adulto continua preparado para aprender inglês, espanhol, tecnologia, música ou qualquer outra habilidade.

Por que crianças parecem aprender mais rápido?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre adultos.

Na realidade, crianças costumam ter mais exposição natural ao idioma e menos medo de errar. Elas aprendem através da experimentação constante, sem a preocupação de parecerem incompetentes.

Já os adultos possuem vantagens diferentes.

Eles contam com maior capacidade de organização, disciplina, raciocínio lógico e compreensão de objetivos. Além disso, conseguem relacionar o aprendizado a situações práticas da vida profissional e pessoal.

Por isso, embora o processo seja diferente, adultos podem alcançar excelentes resultados no aprendizado de idiomas.

O papel da emoção no aprendizado

Uma das descobertas mais interessantes da neurociência envolve a relação entre emoção e memória.

Quando uma informação desperta curiosidade, interesse ou conexão emocional, ela tende a ser armazenada com mais facilidade pelo cérebro.

Isso explica por que muitas pessoas lembram rapidamente de músicas em inglês, diálogos de séries ou situações marcantes de viagens internacionais.

Da mesma forma, aulas que estimulam participação, interação e aplicação prática costumam gerar maior retenção do que conteúdos apresentados de forma puramente passiva.

O cérebro aprende fazendo

Existe uma diferença importante entre estudar inglês e usar inglês.

Muitas pessoas passam anos estudando gramática, mas continuam inseguras para conversar.

Isso acontece porque habilidades complexas são desenvolvidas através da prática.

A neurociência mostra que o cérebro fortalece conexões neurais quando executa uma atividade repetidamente. Quanto mais você fala, escuta, lê e escreve em inglês, mais naturais essas habilidades se tornam.

Por esse motivo, a conversação desempenha papel fundamental na construção da fluência.

A repetição continua sendo essencial

Embora a prática ativa seja importante, a repetição continua sendo uma das bases da aprendizagem.

O cérebro precisa encontrar determinadas palavras, estruturas e expressões diversas vezes para consolidar esse conhecimento.

Porém, a repetição mais eficiente não acontece apenas através de exercícios.

Ela pode ocorrer ao:

  • Assistir vídeos em inglês;
  • Participar de conversas;
  • Ler notícias internacionais;
  • Ouvir podcasts;
  • Utilizar aplicativos de aprendizagem;
  • Frequentar aulas regulares.

Quanto maior o número de contextos em que o cérebro encontra a mesma informação, maior tende a ser sua retenção.

Por que algumas pessoas sentem que estão estagnadas?

Quase todo estudante de idiomas passa por momentos em que acredita não estar evoluindo.

A neurociência ajuda a explicar esse fenômeno.

Durante determinados períodos, o cérebro está consolidando conhecimentos adquiridos anteriormente. Mesmo sem perceber grandes avanços imediatos, conexões importantes continuam sendo fortalecidas.

Por isso, a sensação de estagnação nem sempre corresponde à realidade.

Muitas vezes, a evolução aparece de forma repentina após semanas ou meses de prática consistente.

O que a neurociência ensina sobre aprender inglês mais rápido?

Embora não existam atalhos milagrosos, algumas estratégias possuem forte respaldo científico:

Aprenda em contextos reais

O cérebro aprende melhor quando entende a utilidade prática da informação.

Participe ativamente

Falar, responder perguntas e interagir gera mais retenção do que apenas assistir.

Mantenha frequência

Sessões curtas e frequentes costumam gerar melhores resultados do que períodos longos e esporádicos.

Relacione o idioma aos seus objetivos

Aprender inglês para uma promoção, entrevista ou viagem aumenta motivação e engajamento.

Seu cérebro está preparado para aprender inglês

Os avanços da neurociência mostram que aprender idiomas não depende apenas da idade. O que realmente influencia os resultados são fatores como frequência, prática, motivação e método.

Por isso, se você acredita que começou tarde demais para aprender inglês, talvez seja hora de rever esse conceito.

Na Asset, acreditamos que o aprendizado acontece quando o aluno participa ativamente do processo. Nossa metodologia foi desenvolvida para adultos que desejam utilizar o inglês em situações reais, construindo confiança, comunicação e fluência de forma progressiva. Se você quer experimentar essa abordagem na prática, participe da nossa semana experimental e descubra como seu cérebro pode aprender muito mais do que você imagina.

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